Quaresma – Outro Exame de Consciência para Confissão

EXAME DE CONSCIÊNCIA

(Lista para a Confissão)

Primeiro mandamento:

Se tem negado, duvidado ou falado contra alguns dos artigos de nossa fé; — se se tem descuidado de aprender a doutrina cristã, ou se se tem deixado esquecer dela; — se tem lido livros proibidos, romances obscenos, escritos ou jornais contrários à fé ou aos bons costumes, e se os conserva ou tem emprestado a outros; — se tem escarnecido ou zombado da religião, ou de seus ministros; — se tem desconfiado da misericórdia de Deus, ou se se tem queixado de sua providência nas enfermidades, na pobreza, etc.; — se tem presumido salvar-se sem penitência, ou se a quer demorar até a morte; — se peca com a esperança de perdão e diz: Depois me confessarei;— se por preguiça tem deixado de ouvir Missa, rezar ou adorar a Deus; — se tem consultado feiticeiros, adivinhos, espíritas, etc., etc.; — se traz consigo orações supersticiosas, crendo com elas saber coisas futuras, tornar-se invulnerável, curar doenças e enfermidades.

Segundo mandamento:

Se jurou falso, ou por coisas insignificantes; — se blasfemou de Deus, da Santíssima Virgem e dos santos; — se falou deles sem respeito ou disse coisas indignas; — se rogou pragas contra si mesmo, ou contra o próximo, etc.

Terceiro mandamento:

Se deixou de ouvir Missa inteira nos domingos e festas, ou se a ouviu adormecido ou voluntariamente distraído, portando-se com irreverência, conversando, rindo, escarnecendo, olhando lascivamente, ou fazendo acenos ou sinais escandalosos; — se nesses dias trabalhou, ou fez trabalhar sem causa justa, etc.

Quarto mandamento:

Se foi desobediente a seus pais, superiores ou mestres; — se lhes tem ódio; — se lhes tem faltado ao respeito, ou lhes respondido mal, ou dito palavras injuriosas; — se não tem assistido ou socorrido a seus pais em suas necessidades; — se se tem envergonhado deles, etc.

Quinto mandamento:

Se tem ódio ao próximo; — se tem desejado vingar-se; — se tem desejado a morte ou mal grave a si ou a alguém; — se tem dito ao próximo palavras injuriosas; — se matou ou feriu ou espancou alguém, ou se mandou, aconselhou ou concorreu para que tais coisas se fizessem; — se se entristeceu com o bem do próximo; — se tem dado escândalo com seus maus exemplos ou palavras; — se teve desejo ou tentou suicidar-se, etc.

Sexto e nono mandamentos:

Se se tem demorado voluntariamente em pensamentos desonestos; — se tem olhado ou se tem ido a algum lugar para ver coisas indecentes; — se teve más conversas, ou as ouviu com prazer; — se tem cantado cantigas lascivas ou lido livros ou escritos obscenos; — se teve desejos de coisas más ou impuras; — se convidou alguém para o mal; — se praticou consigo ou com outrem alguma ação impura; — se cometeu pecados mais graves; — se está em perigo de pecar por não fugir e evitar as ocasiões, nos meios de comunicação, etc.

Sétimo e décimo mandamentos:

Se desejou furtar; — se furtou, quanto e quantas vezes; — se achou coisa alheia e, sabendo quem era o dono, não restituiu ou não fez diligência para saber; — se aceitou ou comprou coisas que sabia serem furtadas; — se em compras, vendas ou contratos foi injusto, empanando no peso, medida, qualidade; — se, podendo, não tem restituído o que deve e o que não é seu; — se tem causado dano ao próximo de qualquer modo, etc.

Oitavo mandamento:

Se fez algum juízo ou suspeita temerária; — se levantou calúnias ou falsos testemunhos; — se mentiu com prejuízo do próximo, ou em coisa grave; — se manifestou ou publicou alguma falta ou defeito oculto do próximo; — se murmurou do próximo; — se semeou discórdias, mexericos ou enredos, ou tem dado prejuízo a outrem por sua má língua; — se não reparou o mal que fez com calúnias, detrações, etc.

Sobre os mandamentos da Igreja:

Examine se deixou de se confessar ao menos uma vez cada ano; — se ocultou algum pecado grave por vergonha ou medo; — se cumpriu a penitência; — se de propósito se esquivou de confessores tidos em conceito de doutos e virtuosos; — se se confessou sem contrição e propósito de emenda; — se tem deixado de comungar pela Páscoa; — se o não fez dignamente; — se não tem jejuado nos dias de preceito; — se, dispensado ou não de jejuar, tem comido carne nos dias proibidos, etc.

Além disso, deve cada um examinar-se sobre as obrigações do próprio estado; assim:
Um casado. Examinará se tem faltado com o amor à sua mulher; — se a tem injuriado e ofendido com palavras e ações; — se lhe tem dado maus conselhos; — se lhe tem sido infiel; — se lhe impediu ou dificultou o uso dos sacramentos, etc.

Os esposos: Se tem faltado com amor; — se teve ciúmes, ou formou mau juízo de seu cônjuge; — se o maltratou por palavras ou o ofendeu com injúrias; — se lhe faltou à fidelidade conjugal, etc.

Os pais: Se não têm educado bem seus filhos nem os têm instruído no catecismo; — se os não vigiam, procuram saber o que fazem e que companhias frequentam; — se os não têm corrigido; — se não lhes têm dado bom exemplo; — se os têm amaldiçoado, ou mostram muito mais afeto a uns e a outros; — se se têm oposto à vocação de seus filhos e filhas; — se os têm impedido de ouvir a Missa e receber os sacramentos, etc.

Os patrões, superiores, etc: Se fazem trabalhar seus súditos, criados ou empregados nos domingos e festas; — se os fazem trabalhar mais do que é justo; — se não lhes pagam os ordenados e salários; — se não procuram ou impedem que eles se instruam nas coisas da salvação; — se impedem que assistam aos ofícios divinos ou frequentem os sacramentos; — se os maltratam; — se os escandalizam; — se os não corrigem; — se permitem em sua casa conversas ou outras ações indecentes, etc.

Um moço: Se tem fugido e evitado as más companhias, os divertimentos perigosos; — se se aplica a seus estudos e trabalhos; — se cumpre os avisos e conselhos de seus pais, superiores e mestres; — se tem feito despesas demasiadas ou contraído dividas contra a vontade de seus pais, etc.

Uma moça: Se tem faltado à modéstia e recato; — se tem dado escândalo pelo modo de vestir, de brincar, ou outros movimentos de corpo; — se procura e entretém amizades ou relações que a põem em perigo de ofender a Deus, pessoalmente ou nos meios de comunicação.

Um funcionário: Se murmurou ou desrespeitou seus patrões; — se roubou ou os defraudou em alguma coisa; — se tem perdido, estragado ou deitado fora coisas que lhe foram confiadas; — se não tem cuidado bem dos interesses de seus patrões, etc.

Um negociante: Se cometeu alguma fraude, nas compras e vendas, pesos e medidas; — se falsificou os gêneros, etc.

Um médico: Se foi negligente nos casos graves, faltando com a frequência necessária, ou não empregando os meios aptos para debelar a doença; — se, nos casos difíceis, não estudou ou não consultou os peritos; — se multiplicou as visitas inutilmente, ou retardou a cura para auferir maior lucro; — se exigiu um preço demasiadamente alto; — se empregou remédios desconhecidos ou supérfluos para favorecer aos farmacêuticos; — se não procurou que os doentes recebessem os sacramentos, quando os julgava em perigo de vida; — se procurou, aconselhou ou ensinou os meios de provocar o aborto, etc.

Um advogado: Se, sem aptidão necessária, aceitou causas para defender; — se descobriu à parte contrária as razões de seu cliente; — se patrocinou ambas as partes; — se usa de dolo, mentiras e fraudes; — se alega leis derrogadas, ou doutrina reprovada, etc.

Extraído do Segundo Catecismo da Doutrina Cristã, 123º Edição 2012, Editora Vozes Ltda. (Pags. 120 a 127).

Modo de fazer a confissão

Ao se apresentar ao confessor, dizer: “Padre, abençoai-me, porque pequei. Eu, pecador, me confesso a Deus e a vós, padre. Minha última confissão foi (dizer há quanto tempo)”.

Após acusar seus pecados, convém também acrescentar: “Acuso-me também dos pecados da vida passada que não me recordo. Arrependo-me de todo o coração das faltas cometidas e peço perdão a Deus”.

Depois da absolvição, ouvir com atenção a penitência e os conselhos do sacerdote.

Ato de contrição

Meu Pai e meu Deus, reconheço com muita dor que pequei! Eu Vos ofendi, ó Meu Redentor, e mereci os vossos castigos. Por Maria, minha e vossa Mãe, declaro que não quero pecar mais. Por Ela, eu Vos peço perdão. Amém

Veja também: Outro Exame de Consciência

Um comentário em “Quaresma – Outro Exame de Consciência para Confissão

  • 15 de Fevereiro de 2016 em 20:04
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    Grande valia para o cristão ter este incentivo, bem explicado, para fazermos uma confissão de nossas faltas e pecados. PAZ e BEM.

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