Manuscrito do Purgatório – Continuação Post 24

photo credit: Lawrence OP via photopin cc
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(2 de outubro) — Dizei muitas vezes no dia: “Meu Deus, realizai em mim os vossos desígnios, e dai–me a graça de não pôr obstáculo a vossa vontade! Meu Jesus, eu quero o que vós quereis, como quereis, e tanto tempo quanto quiserdes!”

(3 de outubro — Domingo) — Ó, se vos fosse dado compreender na terra como Jesus é tratado com indiferença e desprezo neste mundo! E não só pelo mundo. Ele é insultado, ridicularizado, mesmo por aqueles que o deveriam amar. É assim que se encontra indiferença nas comunidades, entre religiosos e religiosas, sua gente escolhida! Lá, onde deveria ser tratado como amigo, como Pai, como Esposo, o consideram e o tratam mais como um estranho.

Esta indiferença se encontra também no clero. Jesus é tratado como de igual para igual. Os que deveriam tremer pensando na augusta missão que receberam, a desempenham com indiferença e aborrecimento!

Quantos possuem o espírito interior? Um número muito pequeno. São numerosos no purgatório os padres que expiam a sua vida sem amor e sua indiferença. É preciso que eles expiem pelo fogo e em torturas de todas as formas as suas negligências.

Eis o grande sofrimento do Coração de Jesus: a ingratidão dos seus. E no entanto, o divino Coração está todo transbordando de amor e só quer difundi–lo.

Jesus quer encontrar algumas almas mortas para si mesmas. Jesus derramará nelas ondas de amor mais do que já o fez com ninguém neste mundo. Ó, como Jesus, como a sua misericórdia, como seu amor são pouco conhecidos neste mundo!

Procura–se conhecer tudo, aprofundar–se em tudo, exceto no que traz a verdadeira felicidade, a única coisa verdadeira… Que tristeza!

(14 de outubro — Durante minha ação de graças) – A menor infidelidade da vossa parte, o menor esquecimento, e menor indiferença para com Jesus lhe é mais sensível e mais lhe fere o coração tão bom, tão amoroso, do que uma injúria de um inimigo. Vigiai–vos com grande cuidado, não deixeis passar coisa alguma. Que Jesus possa vir e se achar feliz em vosso coração, para que o consoleis das amarguras e desgostos que recebe no mundo. Procedei com Ele como para com um pai, e o melhor dos pais e o mais dedicado dos esposos. Consolai-o, reparai as injúrias que recebe cada dia. Tomai os interesses da sua glória e do seu Sagrado Coração. Esquecei-vos diante dele, e fazendo assim, vossos interesses se tornarão os seus, e Ele fará mais por vós do que vós com vossas ocupações.

Olhai tranquilamente todas as coisas que vão passando em torno de vós. Que nada vos detenha. Vossa única alegria, vosso único repouso só se encontram em Jesus. Trabalhai só para ele, e seu amor vos dará coragem. Nunca haveis de fazer demais por um Deus tão bom!

Amai tanto a Deus a ponto de nunca adquirir neste mundo o seu amor sem sofrimento e sem mérito. Os sofrimentos da terra são meritórios, não os deveis perder.

Muitas almas do purgatório contam convosco para as tirar do lugar dos seus sofrimentos. Pensai bem nisto e rezai muito por elas de todo coração.

 1881

Os sofrimentos do corpo e do coração são a herança dos amigos de Jesus enquanto estão neste mundo. Quanto mais Jesus tem amor a uma alma, tanto mais a faz participante das dores que Ele sofreu aqui por nosso amor. Feliz a alma assim privilegiada! Quantos méritos não pode adquirir! E’ o caminho mais curto para chegar ao céu. Não tenhais medo do sofrimento, ao invés, amai-o porque ele nos aproxima mais perto daquele que amamos.

Já não vos disse um dia que o amor tornará doce o que vos parece agora tão amargo porque não amais bastante? O meio mais infalível para chegar depressa à união com Jesus, é o amor, mas o amor unido ao sofrimento. Se soubésseis como o sofrimento é bom para alma! São as mais doces carícias que o divino Esposo faz àquela que ama e com quem quer se unir intimamente. Jesus envia à alma que ama, sofrimento sobre sofrimento, penas sobre penas, a fim de desapegá–la de tudo que a cerca… Então pode lhe falar ao coração.

(Abril) — Jesus não vos deixará em paz enquanto não tiverdes chegado à perfeição que Ele quer de vós. Voltai–vos para todos os lados; enquanto a vossa vontade não for uma só vontade com a vontade de Deus, enquanto não fizerdes todas as ações sob o olhar de Deus, não tereis paz nem a calma interior.

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Veja também: Manuscrito do Purgatório – Continuação Post 23

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