Indulgências

PONTOS ESSENCIAIS SOBRE A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS

Extraídos do “Manual das Indulgências”, editado pela Penitenciaria Apostólica em 29 de junho de 1968.

OBS.: A numeração do presente resumo não segue a do original. Para um estudo mais aprofundado recomenda-se adquirir o próprio Manual, encontrável em livrarias católicas.

Como se pode ver abaixo, nº 4, podemos lucrar indulgências também pelas almas do purgatório.

O QUE É UMA INDULGÊNCIA?

1 – Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

2 – A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

3 – Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas.

4 – Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.

5 – O fiel que, ao menos com o coração contrito, faz uma obra enriquecida de indulgência parcial, com o auxílio da Igreja, alcança o perdão da pena temporal, em valor correspondente ao que ele próprio já ganha com sua ação.

6 – O fiel cristão que usa objetos de piedade (crucifixo ou cruz, rosário, escapulário, medalha) devidamente abençoados por qualquer sacerdote ou diácono, ganha indulgência parcial. Se os mesmos objetos forem bentos pelo Sumo Pontífice ou por qualquer Bispo, o fiel, ao usá-los com piedade, pode alcançar até a indulgência plenária na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, se acrescentar alguma fórmula legitima de profissão de fé.

7 – Parágrafo 1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas.

Parágrafo 2. O fiel deve também ter intenção, ao menos geral, de ganhar a indulgência e cumprir as ações prescritas, no tempo determinado e no modo devido, segundo o teor da concessão.

8 – Parágrafo 1. A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia.

Parágrafo 2. Contudo, o fiel em artigo de morte pode ganha-la, mesmo que já a tenha conseguido nesse dia.

Parágrafo 5. A indulgência parcial pode ganhar-se mais vezes ao dia, se expressamente não se determinar o contrário.

9 – Parágrafo 1. A obra prescrita para alcançar a indulgência plenária anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos: neles se recitam a oração dominical e o símbolo aos apóstolos (Pai-nosso e Credo), a não ser caso especial em que se marque outra coisa.

10 – Parágrafo 1. Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística, e oração nas intenções do Sumo Pontífice.

Parágrafo 2. Com uma só confissão podem ganhar-se várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência plenária.

Parágrafo 3. As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita.

Parágrafo 4. Se falta a devida disposição ou se a obra prescrita e as três condições não se cumprem, a indulgência será só parcial, salvo o que se prescreve nos nn. 27 e 28 em favor dos ‘impedidos’.

Parágrafo 5. A condição de se rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai-nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.

11 – Concede-se indulgência parcial ao fiel que, no cumprimento de seus deveres e na tolerância das aflições da vida, ergue o espírito a Deus com humilde confiança, acrescentando alguma piedosa invocação, mesmo só em pensamento.

CONCESSÕES

 OBS: Aqui só constam algumas das concessões contidas no manual.

INDULGÊNCIA PARCIAL

 – Atos de Fé, Esperança e Caridade.

– ‘Nós vos damos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

– Santo Anjo (oração ao Anjo da Guarda)

– Angelus, Regina Caeli.

– Alma de Cristo.

– Comunhão Espiritual.

– Creio

– Ladainhas aprovadas pela autoridade competente. Sobressaem-se as seguintes: Santíssimo Nome de Jesus, Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos.

– Magnificat.

– Lembrai-vos

– Miserere (Tende piedade)

– Ofícios breves: Ofícios breves da Paixão de NSJC, Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição e de São José.

– Oração mental.

– Salve Rainha.

– Sinal da Cruz.

– Veni Creator.

– Renovação das promessas do batismo.

INDULGÊNCIA PLENÁRIA

(OBS.: Como acima, aqui só constam algumas das indulgências do manual).

– Indulgência plenária – Concede-se indulgência parcial ao fiel que visitar o Santíssimo Sacramento para adorá-Lo, se o fizer por meia hora ao menos, a indulgência será plenária.

– Visita ao cemitério – Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias será parcial.

– Exercícios espirituais – Concede-se indulgência plenária ao fiel que faz os exercícios espirituais ao menos por três dias.

– Indulgência na hora da morte – O sacerdote que administra os sacramentos ao fiel em perigo de vida não deixe de lhe comunicar a bênção apostólica com a indulgência plenária. Se não houver sacerdote, a Igreja mãe compassiva, concede benignamente a mesma indulgência ao cristão bem disposto para ganhá-la na hora da morte, se durante a vida habitualmente tiver recitado para isso algumas orações. Para alcançar esta indulgência plenária louvavelmente se rezam tais orações fazendo uso de um crucifixo ou de uma simples cruz.

A condição de ele habitualmente ter recitado algumas orações supre as três condições requeridas para ganhar a indulgência plenária. A mesma indulgência plenária em artigo de morte, pode ganhá-la o fiel que no mesmo dia já tenha ganho outra indulgência plenária. (Esta concessão vem assinalada na const. apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 18)

– Primeira Comunhão – Concede-se indulgência plenária aos fiéis que se aproximarem pela primeira vez da sagrada comunhão, ou que assistam a outros que se aproximam.

– Reza do Rosário de Nossa Senhora – Indulgência plenária, se o Rosário se recitar na igreja ou oratório público ou em família, na comunidade religiosa ou em pia associação; parcial, em outras circunstâncias.

(O Rosário é uma fórmula de oração em que distinguimos quinze dezenas de saudações angélicas [Ave-Marias], separadas pela oração dominical [Pai-nosso] e em cada uma recordamos em piedosa meditação os mistérios da nossa Redenção). Chama-se também a terça parte dessa oração o Terço. Para a indulgência plenária determina-se o seguinte:

1 – Basta a reza da terça parte do Rosário, mas as cinco dezenas devem-se recitar juntas.

2 – Piedosa meditação deve acompanhar a oração vocal.

3 – Na recitação publica, devem-se anunciar os mistérios, conforme o costume aprovado do lugar; na recitação privada, basta que o fiel ajunte a meditação dos mistérios à oração vocal.

– Leitura espiritual da Sagrada Escritura – Concede-se indulgência parcial ao fiel que ler a Sagrada Escritura com a veneração devida à palavra divina, e a modo de leitura espiritual. A indulgência será plenária, se o fizer pelo espaço de meia hora pelo menos.

– Visita à igreja ou altar no dia da dedicação e aí piedosamente rezar o Pai-nosso e o Credo.

9 comentários em “Indulgências

  • 2 de novembro de 2011 em 19:44
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    Maravilhosa a explanação sobre indulgências.
    Que Deus os abençoe.

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    • 8 de novembro de 2011 em 18:58
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      Cara Sandra,
      Muito obrigado por seu comentário, ele é de grande valor para nós. Esperamos que usufrua largamente das ações e orações indulgênciadas.
      Abraço fraternal!
      Marcos Antonio – Moderador

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  • 8 de novembro de 2011 em 17:20
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    Parabéns pelo site, é a primeira vez que entro e gostei muito. Que Deus os abençoe e continue iluminando a vida de todos vocês.

    Resposta
    • 8 de novembro de 2011 em 18:42
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      Caro Claudemir,
      Ficamos muito lisonjeados com seu comentário. Esperamos poder disponibilizar sempre matéria de qualidade ao nossos confrades e a todo público católico.
      Que os Sagrados Corações de Jesus e Maria cumule você e sua família de graças especiais.
      Abraço fraternal!
      Marcos Antonio – Moderador

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  • 7 de Janeiro de 2016 em 06:35
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    O que são exercícios espirituais? Como, onde e quais as condições de realizá-lo?

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    • 7 de Janeiro de 2016 em 09:10
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      Prezado Aldo,
      Paz e bem!

      Os exercícios espirituais são uma prática da igreja medieval, porém se notabilizou e se propagou muito no século XVI, com Santo Inácio de Loyola e seus seguidores, os jesuítas. Mais tarde, Santo Afonso de Ligório e os redentoristas deram novo impulso e amplitude a estas práticas. Mas pode ser organizado por qualquer sacerdote, ministro ou leigo especializado.

      Trata-se de um período de retiro que pode variar de tempo: uma semana, 15 dias ou até um mês. Nesse período, o fiel participa de muitas palestras, seguidas de meditações sobre diversos temas, como a criação do universo e do homem, o fim para o qual somos chamados, Jesus Cristo, Sua missão, juízo, céu, inferno, Nossa Senhora, etc.

      Também é regado por orações e leituras espirituais. Posso lhe garantir que faz um bem enorme à sua saúde espiritual.

      Quanto ao local, já não poderia lhe ajudar, porque depende muito de onde você mora, disponibilidade em sua diocese, etc. Uma forma de tirar isso a limpo seria perguntando ao padre de sua paróquia. Até onde eu saiba, a Canção Nova costuma reunir grupos para retiro. Pode ver com eles, ou procurar um local que tenha contínuos retiros espirituais (católicos) pela Internet.

      Espero ter ajudado!

      Em Jesus, Maria e José,

      Marcos A. Fiorito

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      • 7 de Janeiro de 2016 em 19:46
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        Prezado Marcos A. Fiorito, muito obrigado pela sua disponibilidade em responder com propriedade as minhas dúvidas. Fiquei bastante stisfeito e gostei das dicas apresentadas. “Senhor, eu não sei tudo; Esclarece-me Senhor Jesus”. PAZ, BEM e SAÚDE.

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      • 7 de Janeiro de 2016 em 19:52
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        Prezado Marcos A. Fiorito, gostei muito da sua resposta frente as minhas perguntas e dúvidas sobre conteúdo deste site, que trata sobre Exercícios Espirituais. Obrigado pela sua disponibilidade. PAZ, BEM e SAUDE neste ano de 2016.

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  • 22 de junho de 2016 em 20:24
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    Parabéns pelo site! É a primeira vez que entro, fiquei maravilhada com as explicações. Que Deus abençoe a todos.

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