Curso sobre o Purgatório: 6ª Aula – Por que rezar pelas almas do Purgatório?

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O grande Mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo é que amemos uns aos outros genuína e sinceramente. O primeiro grande Mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. O segundo, ou melhor dizendo, a consequência do primeiro, é amar ao próximo como a nós mesmos. Não é um conselho ou um mero desejo do Onipotente; é Seu Grande Mandamento, a base e essência de Sua Lei. É tão verdade o que se encerra nisto, que Ele toma como para Si tudo aquilo que fazemos por nosso próximo, e como desprezo d’Ele próprio quando desprezamos o nosso próximo.

Lemos no Evangelho de São Mateus (Mt 25, 34-46), as palavras que Cristo dirigirá a cada um no dia do Juízo:

“Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.

“Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?

“Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos?

“Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?

“Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.

“Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos.

“Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes.

“Também estes lhe perguntarão: – Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?

“E ele responderá: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.

“E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.”

Alguns católicos parecem pensar que a lei de Deus caiu em desuso, pois nestes dias existe o egoísmo, o amor a si mesmo… Ninguém mais pensa no próximo, senão no próprio engrandecimento.

— “É inútil observar a Lei de Deus nestes dias!” – dizem.

— “Cada um deve olhar por si mesmo ou se afundará”.

Não é verdade! A lei de Deus é grandiosa e para sempre terá força de lei. Por isso é mais do que nunca necessária. E é nosso dever, nosso maior interesse cumpri-la.

Fonte: Léeme ou Laméntalo, por Padre Paul O’Sullivan (opúsculo sobre as almas do Purgatório).

Veja também: 5ª Aula – Por que uma expiação tão prolongada?

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