Escolástica – o equilíbrio perfeito entre fé e razão

Juan de Peñalosa [Public domain], via Wikimedia Commons

Conversando nas redes sociais com amigos em torno do método de Descartes, fiz uma reflexão que gostaria de partilhar em nosso blog, a respeito da filosofia escolástica.

Para quem desconhece o assunto, esclareço que o período escolástico se deu durante a Idade Média, entre os séculos IX e XVI. Grandes nomes da teologia católica contam entre os seus mestres, como Santo Anselmo, Santo Alberto Magno, São Tomás de Aquino, São Boaventura e Duns Scoto, entre outros.

Importante salientar que ela nasceu do esforço de teólogos e filósofos medievais em conciliar fé e razão. E os pilares que a sustentam são as Teologias Agostiniana e Tomista, com acentuada nota neoplatônica, apesar de todo aristotelismo de São Tomás de Aquino.

Foi uma tentativa exitosa de equilibrar a autoridade da doutrina da Igreja, procurando fundamentá-la não só na Revelação, mas também na razão. Por isso a escolástica é de fundamental importância para o catolicismo.

É uma resposta aos adversários da Igreja, que desejam ver no seu magistério apenas uma doutrina inócua, baseada numa fé ingênua, que deixa de lado o pensamento racional. Quando, na verdade, é totalmente o contrário. Como vimos, a escolástica é uma prova enérgica de que a Igreja sempre se serviu de estudos sérios e nunca se dissociou da lógica na sua forma de conceber as coisas.

Fica aqui a dica aos internautas que busquem conhecer mais sobre a filosofia medieval. Irão se surpreender, prometo!

Marcos A. Fiorito

Veja também: O pior pecado do século XX

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