Guerra Santa em nome de Alá

photo credit: Bedouin Fighters Train in the Desert via photopin (license)
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Artigo publicado no jornal Alagoas em Tempo, edição de 23 a 29 de novembro/2015 | Ano 9 – Nº 706.

Marcos Antonio Fiorito *

Difícil escolher outro tema para um artigo depois dos últimos acontecimentos envolvendo atos terroristas perpetrados por muçulmanos, seja em Paris, no Mali ou em qualquer outro local onde possa haver um ataque dessa índole, até o dia da publicação deste artigo.

Naturalmente, os ocidentais tendem a atrelar tais atentados à religião muçulmana pelo fato de haver uma aparente conexão dela com as ações violentas existentes hoje em boa parte do Ocidente e Oriente. Tais ações visam a conquista de território e expansão da religião e cultura do Islã.

Pelo conjunto da obra, cabe a seguinte pergunta: A religião islâmica, de fato, está na origem da guerra santa? Guerra santa (Jihad) e maometanismo são sinônimos?

Em muitos países da Europa e das Américas, sacerdotes e líderes muçulmanos fazem declarações em que afirmam categoricamente que a religião maometana é uma religião de paz, não de guerra; e condenam os grupos radicais.

Portanto, trata-se de saber até onde isso tudo é verdade. Até onde se pode afirmar uma coisa ou outra. Vejamos o que diz o Corão a respeito, lembrando que não há livro mais importante para os muçulmanos. O Corão está para um muçulmano como a Bíblia está para um cristão. É o livro mais sagrado do islamismo, pois contém a sua própria essência. Vejamos algumas passagens:

(2.190) Combatei, pela causa de Deus, aqueles que vos combatem… (2.191) Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio.

(3.157) … Mas, se morrerdes ou fordes assassinados pela causa de Deus, sabei que a Sua indulgência e a Sua clemência são preferíveis a tudo quanto possam acumular. (3.158) … E sabei que, tanto se morrerdes, como ser fordes assassinados, sereis congregados ante Deus.

(4.74) Que combatam pela causa de Deus aqueles dispostos a sacrificar a vida terrena pela futura, porque a quem combater pela causa de Deus, quer sucumba, quer vença, concederemos magnífica recompensa. (4.76) Os fiéis combatem pela causa de Deus; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do sedutor. Combatei, pois, os aliados de Satanás…

(47.4) E quando vos enfrentardes com os incrédulos (1493), (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado (1494), e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros.

(4.84) Luta, pois, pela causa de Deus e esforça-te em estimular os fiéis… quisesse Deus, conteria a fúria dos incrédulos…

(5.35) Ó fiéis, temei a Deus, tratai de acercar-vos d’Ele e lutai (Jihad) pela Sua causa, quiçá assim prosperareis.

Enfim, muitas seriam as passagens do Corão a respeito da Guerra Santa, no entanto não podem caber num mero artigo. Excepcionalmente, não irei tecer comentários ou fazer quaisquer observações a respeito. Prefiro deixar que o leitor tire suas próprias conclusões; afinal, os trechos falam por si sós …

* O autor é teólogo e redator católico

(Autoriza-se reprodução do artigo com citação do autor.)

Veja também: São Francisco, o Vaticano e Francisco…

Um comentário em “Guerra Santa em nome de Alá

  • 26 de novembro de 2015 em 15:15
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    Muito interessante o artigo sobre os muçulmanos, não tinha ideia da agressidade que o alcorão prega. Isso deveria ser um alerta para o mundo ocidental que hoje vive de pão e circo, pois a hora que todos os muçulmanos se colocarem atender as palavras desse livro estaremos ferrados. Parabéns ao sr. Marcos Fiorito pela clareza ao tratar esse tema.

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